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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

CHEGA a maJESUStosa preleção ou quereis mais?

                               Jorge Jesus, o filósofo... Que é? Não conhecem? Não me digam que nunca leram a sua vasta obra literária, na qual se podem encontrar os best-sellers "Ensaio sobre a chico-espertice" e a "Teoria do meio-cérebro funcional - Como triunfar?", já para não falar nas participações em palestras e workshops para hamsters lobotomizados em que mostra as suas credenciais linguísticas em vários idiomas? Já estão a ver? Não? Então vão ao Tallon! Adiante...
O pensador, que nos últimos tempos estava em retiro nesse país inspirador que é a Arábia Saudita, resolveu visitar a pátria-mãe e, à chegada, impactou quem teve o privilégio de ouvi-lo com reflexões profundas e profusas acerca da insegurança que se sente em Portugal, referindo-se de forma subreptícia à questão da imigração.
Pergunto-me quão diferente está este país em matéria de segurança daquele em que Jesus viveu e, sobretudo, quão mais insegura estará a zona onde cresceu, a Reboleira, que chegou a ser conhecida como a Monte Carlo portuguesa e agora está transformada numa espécie de mini-Islamabad.
Riade aguarda ansiosamente o regresso de um dos seus maiores génios, mesmo que este, tal como os que chegam a Portugal em busca de melhores condições de vida, não seja um filho dessa nação onde a segurança se conquista com atropelos aos direitos humanos.
Torço para que a sua imensa sabedoria continue a ser espalhada pelas areias do deserto saudita, onde as suas ideias poderão ter um eco infinito.                                                                                                    

quarta-feira, 24 de março de 2021

Façam as vossas apostas

Ocorreu no passado sábado em Lisboa um... como lhe chamar?!, ajuntamento de desmiolados? Reunião de chalupas? Encontro de malta que não fecha bem a mala? Rendez-vous de quadrúpedes que insistem no esforço de andar sobre as patas traseiras? Não, não que eu não quero ser ofensivo para quem esteve presente numa tão impressionante manifestação de chanfrados, acéfalos e deformados mentais que acha que a Covid-19 é coisa que não se deve valorizar, assim como o uso da máscara para evitar a sua propagação constitui uma tremenda restrição das liberdades, direitos e garantias de cada um deles.

Foram então três mil negacionistas da pandemia que desfilaram alegremente pelas ruas da capital, formando uma bonita manada de búfalos que andam equivocados quanto à sua verdadeira natureza. Nela podiam ser encontradas algumas figuras que já foram públicas e decidiram fazer o seu come back com recurso à estupidez.

Pois que tivemos uma Sandra Celas, a actriz cujo píncaro da fama pessoal foi atingido com Inspector Max e que claramente tem menos faro e inteligência que o pastor alemão que era estrela da série, acompanhada por Adelaide Ferreira, cantora que nunca teve o papel principal que dizia ser dela e só dela, e por Nuno Barroso, vocalista dos Além-Mar, cuja cabeça não tem além de dez neurónios.

Pessoal, deixem-se de merdas. A Covid, para quem não percebeu ainda, é coisa séria e se as medidas impostas são bastante limitativas é porque o perigo com que nos deparamos não é propriamente reduzido. Usem máscara enquanto o seu uso for necessário para reduzir o risco de contágio e tomem a vacina quando forem chamados para a vossa vez, mesmo que estejam desconfiados quanto à vacina da AstraZeneca. Mesmo que temam ficar com a boca à banda depois das notícias acerca dos coágulos sanguíneos causados pela vacina do consórcio anglo-sueco, mais vale passar para a banda dos vacinados. Se tiverem a sorte de serem vacinados com a da Pfizer, tanto melhor. Não faz sentido que a farmacêutica americana tenha mais dificuldades em levantar-vos um braço para vos fazer levar uma vacina do que teve a levantar a pila de milhões de homens por esse mundo fora com o Viagra.        

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Indignações sem cura

A propósito da reportagem da TVI, só lamento que a senhora "psicóloga" integrante do grupo secreto que encara a homossexualidade como uma doença e crê na possibilidade de conseguir a sua conversão, que responde pelo bafiento nome de Maria José Vilaça, não veja o registo na respectiva Ordem também convertido naquilo que tem em abundância no interior da caixa craniana: merda de galinha.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Pérolas a porcos e chocolate para brutos

A propósito do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a peça da CM TV sobre a tragédia histórico-cultural contém a seguinte referência ao que podia ser encontrado no interior do agora destruído edifício:
(...) e o Museu Nacional tinha cerca de 20 milhões de MATERIAIS expostos(...)
Deixar deslizar o dedo no comando da televisão e acertar no botão que sintoniza a CM TV é comprar bilhete para entrar noutra dimensão, onde tudo é aprendizagem e aquisição de conhecimento. Não só fiquei a saber que "aquilo" que encontramos dentro de museus e estruturas destinadas a servir o mesmo propósito são então materiais como ainda passei a compreender que os mesmos são quantificáveis deste modo: um material, dois materiais, três materiais, vinte milhões de materiais.
É desta forma que um dos canais com maior audiência na televisão por cabo aborda os temas relacionados com a cultura. De resto, com o mesmo nível de precisão jornalística com que, momentos antes, descreve o caso de uma auxiliar de educação que deu uma lambada numa criança de um infantário em Castro Marim.
Já agora, deixa-me ir ali ao frigorífico ver quantos materiais lá encontro para poder lanchar. Uns três, com sorte.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Nasceu morto

Nas vésperas da discussão e votação parlamentares dos quatro projectos de lei sobre a eutanásia, cerram-se fileiras e contam-se espingardas na discussão de um tema que é fracturante em qualquer sociedade. Várias têm sido as figuras públicas a manifestarem-se a favor e contra a legalização da morte assistida, numa última tentativa de influenciar a decisão dos deputados num ou noutro sentido.
Uma dessas figuras é Cavaco Silva. O antigo Presidente da República declarou ser terminantemente contra a aprovação de qualquer diploma que possibilite a morte medicamente assistida e avisou que não votará em qualquer partido que seja favorável à legalização da mesma. A mensagem tem, como é evidente, um destinatário: a bancada parlamentar do seu PSD, cujos deputados terão liberdade de voto na sessão plenária de amanhã.
Não posso deixar de olhar para esta tomada de decisão de Cavaco Silva com uma espécie de declaração de ressentimento, quiçá até de rancor. É que, a avaliar pelo aspecto físico e posições tomadas ao longo dos anos em que ocupou os mais altos cargos do Estado português, alguém já lhe deu uma injecção letal aí por volta de 1952.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Efemérides traumáticas

Donald Trump tomou posse como Presidente dos Estados Unidos há exactamente um ano.
Existe frase mais deprimente que esta? Existe. É a seguinte: Donald Trump tomou posse como Presidente dos Estados Unidos há exactamente um ano e faltam outros três para completar o mandato.

domingo, 12 de novembro de 2017

Humor negro parte quê?

Pronto, já tinham saudades de uma polemicazita, não tinham? Aquela do Urban já foi há bué, pá! E a de Tancos? Ui, isso já foi há uns... hum, 15 dias! A da legionella já não serve porque já chamuscou o Leitão e tal. E de chamusco em chamusco, os incêndios também já foram porque agora estamos cheios de frio e a malta precisa é de uma canadiana para aquecer o pêlo. Calma, calma! Não é essa canadiana nem é esse pêlo. Vamos lá manter a compostura!
Bem, o que faz aberturas de jornais televisivos no momento é o jantar de despedida da Web Summit, que decorreu no Panteão Nacional.
Eu não tenho grande coisa a dizer sobre este assunto, para ser sincero. Calculo que o barulho provocado pelos habitantes do espaço não tenha incomodado os comensais por aí além. Só espero é que nenhum dos gulosos da trupe do "bater punho" (atenção para não confundirem com outras coisas) não tenha confundido a perna do Eusébio, que lá está há pouco tempo, com pernil que passou demasiado tempo no forno.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Também posso ser juiz? Posso, posso, posso?

Um acórdão do juiz desembargador do Tribunal da Relação do Porto está a incendiar Portugal. Fosse isto dito há semana e meia atrás e já se tinha percebido a origem de mais de 500 focos de incêndio florestal num só dia. Assim, permanecemos na douta ignorância.
Voltando à "vaca fria" (ou quente, dependendo sempre do ponto de vista), o acórdão é referente à pena aplicada a dois homens que agrediram violentamente uma mulher, usando um objecto tão inofensivo como uma moca com pregos. A razão? Ora bem, o enxerto de mocada deve-se ao adultério cometido pela mulher.
Usando o argumento da defesa da honra, Neto de Moura (não confundir com neto de múmia, ainda que isso possa ser uma grande tentação em virtude do atraso civilizacional que o homem possui, que se refere ao Código Penal de 1886 como um documento escrito «ainda não há muito tempo») aplicou pena suspensa aos dois homens (ex-marido e ex-amante da senhora), referindo-se ainda ao adultério como um crime punido com lapidação em algumas sociedades.
Tem razão, senhor doutor. Nessas mesmas sociedades, quem mete a mão onde não deve também fica sem ela. Ora, se cá se aplicasse a mesma pena a quem mexe no que não deve, o senhor ganhava direito a colocar um gancho no lugar da manápula, que já teria ido ao ar. Seria o castigo por ter pegado na caneta para escrever tanta alarvidade num só acórdão, um objecto perigosíssimo quando na posse de um javardo mental e próximo de um garrafão de tinto.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Que não lhe falte nada, minha senhora!

Perante nova desgraça humana provocada pelos incêndios florestais, a pressão sobre o Governo aumenta a cada dia que passa. No "olho do furacão" está Constança Urbano de Sousa, a ministra da Administração Interna, a quem são atribuídas responsabilidades directas ou indirectas nos erros ao combate aos incêndios, que resultaram em mais de 100 mortos e numa área ardida que deve tornar-se record.
Os pedidos de demissão da ministra intensificaram-se e choveram de todas as partes após esta ter declarado que seria muito mais fácil desistir agora e ter as férias que não teve neste Verão do que continuar no lugar para o qual foi escolhida por António Costa.
Ao ouvirem estas declarações, os responsáveis pela gestão da praia fluvial de Castanheira de Pêra ofereceram uma estadia de uma semana com direito a uma espreguiçadeira de pregos e bar aberto, anunciando ainda que querem muito que prove uma bebida caseira feita à base de amoníaco e ácido muriático.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Grab them by the pussy or shoot him in the head?

O fácil acesso às armas nos Estados Unidos é o principal factor potenciador dos constantes tiroteios no país, dos quais ouvimos frequentes relatos. Não raras vezes, pessoas inocentes são mortalmente atingidas por balas perdidas ou são vítimas de actos homicidas de um qualquer chalupa.
A questão ganha contornos ainda mais dramáticos com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, visto que o presidente dos Estados Unidos eleito há quase um ano é apologista do fácil acesso ao armamento civil. Eu cá não sou de intrigas, mas gostava muito que esse menino estivesse presente na próxima troca de tiros que aconteça em solo americano, que não demorará mais de 5 minutos. Tenho a certeza que nenhuma bala se declararia perdida, desorientada ou sem saber o caminho certo. Porquê? Porque todas saberiam exactamente por onde ir e teriam uma vontade louca de atingir o alvo bem definido naquelas pontas de chumbo: aquele farol que Trump diz que é a sua cabeça.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ah, outra vez ao poste!

Já estávamos à espera, não estávamos? Depois do obrigatório luto, o aproveitamento político de uma das maiores tragédias da era democrática portuguesa não teve de esperar muito mais que uma semana para fazer a sua aparição. É quase como o Diabo anunciado por Passos Coelho para Setembro do ano passado, mas com o relógio certinho.
E é mesmo pela mão do Pedrinho que o danado do oportunismo rasteiro deu um ar de sua graça. Então não foi o digníssimo líder da oposição dizer que havia malta a suicidar-se à posteriori do incêndio de Pedrógão Grande por falta de acompanhamento psicológico?
Pois, felizmente, tudo não passou de mais um valente falhanço de baliza aberta por parte de Passos Coelho. É que nem o Castagnos falha tanto como ele, já viram?
Embora os terríveis acontecimentos pudessem potenciar esse risco, a verdade é que muito mais facilmente alguém ganhava vontade para dar um tiro nos cornos a ouvir Passos Coelho a Dizer parvoíces do que por causa da desgraça de Pedrógão Grande.
Não, ninguém pôs termo à vida, senhor. Já o menino tem dado cabo de si próprio aos bocadinhos desde que deixou de governar. Olhe, a cabeça há muito que já se foi e, pelo andar da carruagem, não sobra nada de si muito em breve. Vossa excelência anda a jogar ao "Baleia Azul" às escondidas, quer parecer-me.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Aprendeste umas coisas, mulher!

A cobrir jornalisticamente os terríveis acontecimentos de Pedrógão Grande, Judite de Sousa tem sido alvo de duras críticas por fazer reportagem perto de um corpo carbonizado e apenas tapado com um lençol branco, que o operador de câmera que a acompanhava insistia em filmar.
Concordo que a jornalista da TVI está a merecer cada gotinha de veneno que é atirada na sua direcção. É de um desrespeito imensurável e nada justifica a decisão tomada por uma jornalista da sua craveira e por alguém que viveu o drama da perda de um filho há tão pouco tempo.
No entanto, há uma pergunta que não para de bailar na minha mente. É a seguinte: onde raio terá Judite ganho tanto à-vontade perto de um cadáver? Eu não quero equivocar-me, mas estou em crer que esta "qualidade" foi adquirida ao viver durante tantos anos com Fernando Seara, um verdadeiro morto político.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Quem não sabe trabalhar a comunicação...

Quase duas semanas após os trágicos acontecimentos em Manchester, Ariana Grande deu o seu primeiro espectáculo em Portugal. Aparte antes de continuarmos: a Ariana tem tanto de Grande como o Diogo Feio tem de bonito e o José tem de Fidalgo. Ministrada a dose de bullying do dia, prossigamos.
Foi ao final da tarde de ontem e, como seria de esperar, as medidas de segurança foram extremamente apertadas.
A promotora do evento, a Everything is New, teve o cuidado de divulgar antecipadamente uma nota na qual constava uma lista de objectos que não poderiam entrar no MEO Arena e que passo a replicar:
- mochilas, câmaras fotográficas, "selfie sticks" e garrafas;
- "correntes metálicas e qualquer objeto pontiagudo", 'trolleys', "lanternas, laser e powerbanks" e "cadeiras de qualquer tipo";
- caixas e recipientes com comida, bebidas alcoólicas, drogas e seringas, chapéus-de-chuva, qualquer tipo de arma, material explosivo e pirotécnico, e ainda latas e copos.
E o que é que aconteceu? Nada. Rigorosamente nada! Nem uma naifada, nem um tiro para o ar, nem uma pedrita disparada de uma fisga, nem um rebentamento de bombinha de mau cheiro. Nada de nada! Compreenderam, senhores polícias aí de Inglaterra? É escusado continuarem a tentar perceber o que falhou para deixarem um maluco rebentar-se à porta de uma sala de espectáculos. O que vos falta é uma Everything is New, que diz exactamente às pessoas o que não é permitido levar para o interior de um recinto cheio que nem um ovo. Tivesse aquele menino lido com antecedência que não era permitido levar material explosivo e armas e nada daquilo se tinha dado. Aprendam com quem sabe, bifes!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sabes taaaanto!

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, deu origem a uma polémica de dimensões continentais. O ainda Ministro das Finanças holandês disse a um jornal alemão (curiosa coincidência...) que nos países do Sul da Europa «não se pode gastar todo o dinheiro em álcool e mulheres e, de seguida, pedir ajuda».
É uma besta, não haja dúvida. Então este energúmeno não sabe que isto não se diz? É ignorante ao ponto de desconhecer que... a expressão correcta é «não se pode gastar tudo em putas e vinho verde»?!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O futebol em Almada joga-se com qualquer bola

A actualidade é um cavalo de corrida e os temas sobrepõem-se uns aos outros como sacos de ração necessários para alimentar esse animal. É por esta razão que só hoje escrevo sobre o que se passou em Almada com aquele entusiasmado grupo de jovens. Por isso e por causa de um derrame na vista provocado pelas imagens do caso passadas em loop até há coisa de 7 minutos atrás.
Eu penso que se exagerou nas considerações tecidas a respeito da coisa. Para mim, foi tudo demasiado empolado quando se percebe nitidamente que aquilo não foi mais que um terrível engano. É quase criminoso que se diga que se tratou de um espancamento cobarde e vil quando estamos a falar, isso sim, de uma peladinha entre amigos. O problema ali foi o grupo de rapazes, que só queria divertir-se um bocadito, ter confundido a cabeça de um desgraçado com uma bola. Acho que é o único motivo plausível para a quantidade de petardões de força aplicada na cachimona do puto. É que eu já vi derbies entre Benfica e Sporting nos quais houve menos empenho dos jogadores em lances de bola dividida. Mais convencido da teoria da confusão entre a cabeça e a bola fiquei quando ouvi os comentários durante a reprodução do vídeo. Só podia ser futebol quando alguns dos assistentes do desafio tecem as seguintes considerações: «dá mais, dá mais, dá mais!»; «vai lá, vai lá» (incitando os jogadores a aplicarem-se a fundo) e «olha aí!» (na tentativa de alertar um dos intervenientes para o facto de estar a deixar escapar a bola). Estou em crer que estas vozes eram dos treinadores da equipa, que, apesar de ser a feijões, queriam a vitória no jogo. Não é futebol? Como assim, não é futebol? Então eu até ouvi um dos suplentes, mal contendo a vontade de participar no jogo, gritar «eu também quero dar um bico»! Em que outra ocasião se aplica esta expressão que não seja numa futebolada entre amigos? Excluindo a produção de filmes pornográficos em Alfornelos, nenhuma. Há quem diga que o futuro daqueles rapazes não será bonito, mas eu tenho de discordar novamente. Qualquer olheiro de um grande clube percebe que existe ali talento e, desconfio, podemos ter assistido a um momento histórico: a primeira exibição de um novo Eusébio.
Falando um bocadinho mais a sério (mas não muito), aquela escumalhazinha (E aplica-se o diminutivo porque os putos nem idade têm para ser escumalha a sério) devia ter vergonha do que fez. No entanto, não só cometem actos repugnantes como ainda se orgulham deles, ao ponto de colocá-los a circular na Internet. Antigamente, quando eu era criança, uma coisa destas era quase como soltar gás metano pelo ânus (leia-se, dar uma bufa). O cheiro ficava no ar e o infractor pedia a todos os santinhos que ninguém percebesse que tinha sido ele a abrir-se. Agora? Agora é diferente. O artista caga-se com estrondo, sorri, levanta o braço em sinal de orgulho e,se necessário for, ainda exibe as cuecas borradas para que não restem dúvidas sobre a autoria do "feito". Continuem, pá! A polícia agradece essas manifestações de alegria. Fica mais fácil deitar-lhes a unha.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A melhor maneira de começar 2017 é a cagar para 2016

Então, cambadinha? Muitas saudadinhas do tio Lápis? Não, pois não? Então, adeus e até 2023! Ah, queriam! Vão ter mesmo de gramar com o "King" durante a nova época!
Vocês que me seguem (levantem o braço, meia-dúzia de gatos pingados) já se deviam ter interrogado sobre o meu paradeiro blogosférico neste início de ano, dada a ausência de um belo e parvo post por mim escrito. Não tinham? Claro que não! A maior parte de vocês só tirou a cabeça da sarjeta (onde a enfiou na noite de passagem de ano) há coisa de um quarto de hora e as prioridades teriam de ser outras, eu compreendo. Acontece que, mesmo que não queiram saber, eu vou contar-vos o porquê do black-out. Pois bem, aí vai.
Como esta seria a primeira viragem de ano a que o monstro por mim criado ia assistir, acordámos, em segredo, que o projecto só teria continuidade se ambos tivéssemos vontade de aqui voltar depois de cumprirmos um ritual sacrificial na última noite do ano de 2016. Esse ritual consistia no seguinte: largados de para-quedas a exactamente 20 quilómetros de casa, em pontos geográficos diametralmente opostos, eu e o meu blog teríamos de encontrar a direcção correcta para regressarmos ao domicílio. Convém referir que a tarefa seria levada a cabo com recurso a 10€, um jerrycan de 20 litros cheio com groselha 7 e Picos e uma caixa de acendalhas.
Vá-se lá saber como, este fedelho de 9 meses (impressionante a capacidade das crianças de hoje, não é?) chegou ao lar, doce lar na maior das tranquilidades, segundo fontes próximas a todo este sadio processo. Já eu, talhado para a tragédia, agarrei uma intoxicação alimentar no pelo algures entre o quilómetro 7 e 8, no sentido Sul-Norte, que tive necessidade de auto-observar-me da tonalidade dos felinos para regressar à minha habitação. Ora como os dias seguintes à aventura têm sido passados com uma torneira entre o nalgueiro e outra à saída da boca, este menino, que é muito bom para escuteiro mas que não passa de um analfabeto inapto para se auto-escrever, manteve-se inactivo.
E foi isto, meus amigos! Vamos continuar a ter blog no novo ano, mas antes teve de haver muita merda pelo caminho! Hã?! Não acreditam? Perguntem ao Pinóquio e peçam-lhe que vos deseje um bom ano de 2017! Eu? Amuei!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Em frente!

A detenção de altas patentes dos Comandos, que podem estar ligadas de forma mais ou menos directa à morte de dois formandos do curso 127 daquela força militar especial, constituiu a grande notícia do dia de ontem.
Não sei se concordam, mas era giro pôr esta rapaziada a fazer o percurso do local da detenção (Amadora) até ao estabelecimento prisional que os recebeu (em Tomar) com o peso do corpo apoiado na ponta do nariz. Em vez de fazerem uma caminhada, faziam uma narigada. Só naquela de não se perder o espírito da coisa, estão a ver? Assim a meio caminho entre a pedagogia e o desafio, sem perder o foco na disciplina e no rigor militares. Superação e sacrifício por quem deve dar o exemplo. Então não é até tombar?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

... mas vi-me na obrigação de escrever isto na tarde de hoje

O sistema eleitoral americano é tão anedótico que não constituiria nenhum escândalo a introdução da opção do "rebenta a bolha" sempre que se confirmasse a escolha de um candidato chalupa para ocupar a Casa Branca. Era deste género: o candidato vencido invocava o uso do "rebenta a bolha", dizia com toda a pompa e circunstância as frases «ah, esta não valeu! Ainda não era a sério!» e voltava tudo ao início da votação. Nessa altura, só seria permitido o acesso às urnas aos eleitores que tivessem em mãos a declaração de sanidade mental passada pelo médico de família. Era a forma de evitar tragédias mundiais. da dimensão daquela que se verificou na última noite.
Há quem esteja chocado com o facto de se ter possibilitado a um xenófobo, racista, sexista e psicótico maníaco a entrada na Casa Branca. Já a mim, o que me deixa perplexo é a falta de sentido estético dos americanos. Como é que se deixa um indivíduo com um cabelo daqueles chegar à presidência da maior potência mundial? O que raio é aquilo, pá?

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Justo ao máximo!

A manifestação dos taxistas no início desta semana foi todo um fartote de... como hei-de eu chamar-lhe? De inopinados acontecimentos, vá. Gosto muito de usar recursos estilísticos e o eufemismo é um dos meus preferidos, mesmo quando o tema orbita em torno de fogareiros. E como é preciso cuidado para não nos queimarmos com fogareiros em brasa, acho que enveredei pela via mais inócua.
Mas voltando à "vaca fria" (quietinha, senhora Merkel! Não é nada consigo!), a manifestação foi muito rica. Ela foi carros vandalizados, ela foi gritos e impropérios, ela foi elementos de claque ressacados com a falta de chapada durante o fim-de-semana, ela foi tochas incendiárias, ela foi a Fátima Campos Ferreira em modo Godzilla num ecrã gigante em pleno centro de Lisboa, ela foi presidentes de associações defensoras dos direitos dos taxistas (nenhuma alusão velada às associações de defesa dos direitos dos animais, suas mentes ímpias) a dizerem pela alvorada que ninguém os tiraria dali e às duas da manhã a mandarem os colegas fogareiros para a caminha que os senhores da polícia já tinham olhado demasiadas vezes para o relógio da rotunda e não conseguiam manter o cacetete inerte durante mais 10 minutos... Enfim, um verdadeiro banquete para quem enche o bandulho de idiotices. Bem comparado, uma pessoa gulosa por estupidez era bem capaz de ficar um Malato pré-cirurgia de apertão no estômago.
No entanto, o pináculo do atraso mental (num dia em que a Serra da Estrela pareceu uma mera lomba rodoviária por comparação à dimensão da patologia psiquiátrico- taxista) foi a declaração de Jorge Máximo, eterno companheiro de "Barbas" no afagamento de pilosidades faciais, emborcanço de copos de três e arremesso de cascas de tremoço às focinheiras de não partidários dos seus ideais benfiquistas. Pois diz o distinto verme... perdão, conhecido taxista que, e passando a citar, «as leis são como as meninas virgens: são para ser violadas».
Chupem, americanos! Vocês têm o Trump, nós temos o Máximo! Para além do grau superlativo no apelido, ainda conduz melhor que esse burgesso, tenho a certeza. Mais: no afanamento de carteiras de turistas zé-parvos por via de corridas excessivamente longas é imbatível. Fique esse labrego desse Trump a saber que os seus compatriotas já foram à Lua, mas foi de foguetão. Queria vê-los a irem lá de táxi, como já fez o nosso Jojó, a partir do aeroporto e com um monhé no banco de trás, que só queria ir visitar os Jerónimos e a Torre de Belém. E, vai-se a ver, na porrada, no tête-a-tête, também lhe dá uma abada. Ah, pois, que ao Máximo ninguém lhe desfaz o bigode. Nem à lei de Tomahwak.
Com toda a sinceridade, este homem merecia um prémio. Mas um prémio daqueles que ninguém contesta a justiça da sua atribuição. Na minha humilde opinião, era levá-lo numa visita à África profunda como recompensa por tanta nobreza de carácter demonstrada. Entregue a meia-dúzia de simpáticos congoleses... ou sudaneses... ou moçambicanos... ou senegaleses... ou togoleses, era dizer aos anfitriões: o rabo do nosso valentaço é como o cofre secreto do Ricardo Salgado: é para ser arrombado!
Então, Lápis? Para onde foi o eufemismo? Queiram perdoar, mas bebi daquele chá que os taxistas tomam em abundância, feito à base de cevada, e a deriva para a escrita pomposa perdeu-se na loiça sanitária por excreção urinária.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Humor negro reloaded

O que faz um afro-americano ao passar pela montra de uma loja que tenha afixada uma folha A4 com as palavras "liquidação total" inscritas?
Perscruta o interior do estabelecimento comercial em busca dos polícias. Não os encontrando, olha em seu redor e continua a tentar descortinar a sua presença nalguma posição de tiro privilegiada. Ainda não convencido, larga a correr como o Tom Hanks no "Forrest Gump", mas em preto.