Existem conversas que são intelectualmente elevadas, existem conversas que não são boas nem são más, mas sim uma valente merda (sinta-se cumprimentado, senhor Pedro Arroja) e depois existem as conversas que parecem oriundas de outro planeta. Neste último caso, sinto, muitas vezes, que vos escrevo a partir de Saturno e que a sala de jantar cá de casa é o palco privilegiado para extraterrestres dirimirem os seus argumentos. Não se espantem, portanto, se um destes dias se cruzarem com indivíduos de pele esverdeada a passear descontraidamente pelas ruas e avenidas das vossas aldeias, vilas e cidades. É possível que seja um dos elementos da minha família a tentar obter dados relevantes do quotidiano terrestre para alimentar as nossas conversas às refeições.
Aqui há uns anos, e quando começou a ser debatido o tema da co-adopção, o meu pai (que julgo ter saído numa dessas missões que supra-referi) dispara esta bala à hora do jantar:
- Epá, então diz que os gays querem ter filhos?
Eu, que já tinha ouvido qualquer coisa a respeito, desviei-me do trajecto do projéctil e retorqui:
- Sim, querem adoptar. Normal.
O meu pai, não satisfeito, voltou a carregar a "arma" e tornou a premir o gatilho:
- Hum... não, não! Não foi isso que eu ouvi! Querem ter filhos biológicos!
Eu, que comecei a medir o tamanho da insanidade daquela história com uma fita métrica de dois quilómetros totalmente distendida, voltei a desviar-me do tiro. Respirando fundo, num tom ponderado e sensato (mas ainda longe daquilo que consegue, por exemplo, um Eduardo Barroso), resolvi indagar:
- Então e como é isso possível? E depois saem por onde? Pelo cu?
A minha irmã, menos avisada, foi atingida em cheio pelo balázio do meu pai. Acho que foi ainda meio atordoada pelo impacto da conversa que proferiu a brilhante frase, capaz de arrebatar o Prémio Nobel da Medicina:
- Ah, então pode ser por cesariana...
Naquela altura, senti-me como se estivesse numa qualquer favela carioca invadida pela polícia. Ele era tiros da esquerda, ela era tiros da direita e eu no meio. E o problema é que o armamento utilizado não era de pequeno calibre. Eu estava a ser torpedeado, minha gente! Torpedeado! A minha irmã, mesmo atingida pela brutalidade do tiro paterno, parecia ter gostado da sensação e também ela disparava parvoíces em tom tolinho. Que fazer? Bem, resposta simples: usar os meus básicos conhecimentos de anatomia humana, aparentemente chutados a botas de biqueira-de-aço das memórias dos meus familiares:
- Mas vocês estão malucos? Como querem vocês conceber uma criança num corpo masculino, onde não existem ovários, nem trompas, nem útero?
Silêncio. Provavelmente, um silêncio contemplativo, em homenagem à minha saúde mental (vá-se lá saber como...) ainda em perfeitas condições. O mutismo só foi quebrado uns vinte segundos mais tarde, quando a minha sobrinha levantou a inocente questão:
- Avô, tens combustível na nave? Gostava de ir dar uma voltinha à Terra...
Cavalos aos tiros, homens aos coices, anões pernaltas e gigantes atarracados. Sem filtro, sem juízo, muita parvoíce e pouca graça. Aqui ninguém vem ao engano!
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
sábado, 10 de setembro de 2016
A luta continua! Só os "fogareiros" na rua!
O diferendo que opõe os taxistas às plataformas online Uber e Cabify teima em não ter fim à vista, ameaçando fazer parecer a Guerra dos 100 anos um conflito tão rápido como a duração das relações da Liliana Aguiar. As associações que defendem os direitos dos profissionais popularmente conhecidos como "fogareiros" não reconhecem a legalidade das empresas no transporte particular de passageiros nas suas viaturas.
Eu estou totalmente solidário com a tomada de posição dos taxistas. Para se fazer o transporte de passageiros de acordo com o estipulado, é preciso conduzir com o braço do lado de fora da viatura, sintonizar o receptor na Rádio Amália, na M80 ou na Antena 1 e convencer os turistas papa-açorda acabadinhos de aterrar na capital da necessidade que existe de dar a Volta por Vila Franca de Xira para se chegar ao Chiado. Realmente, esses meninos da Uber e da Cabify não estão habilitados para desempenharem estas tarefas.
Eu estou totalmente solidário com a tomada de posição dos taxistas. Para se fazer o transporte de passageiros de acordo com o estipulado, é preciso conduzir com o braço do lado de fora da viatura, sintonizar o receptor na Rádio Amália, na M80 ou na Antena 1 e convencer os turistas papa-açorda acabadinhos de aterrar na capital da necessidade que existe de dar a Volta por Vila Franca de Xira para se chegar ao Chiado. Realmente, esses meninos da Uber e da Cabify não estão habilitados para desempenharem estas tarefas.
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
Ó mulher, anda cá que eu tenho um Anthímio de Azevedo num pé!
Cambadinha, lembram-se daquele sketch do calceteiro interpretado pelo Ricardo Araújo Pereira? Não? Azar! Também não me apetece colocá-lo aqui e, mesmo que fosse empurrado por esse impulso extraordinário de fazer coisas bonitas, vocês não merecem.
Dada que está esta lindíssima demonstração de carinho, explico o porquê de me ter lembrado da rábula do calceteiro. É que o rapaz inicia a história com «eu sou calceteiro», inspirando-me a afirmar o seguinte: eu sou um ignorante desprovido de qualquer talento especial.
Psht! Que é lá isso! Essas manápulas para lá! Não quero cá abracinhos lamechas! Pensavam que isto era um espalhanço colossal da minha autoestima? Pfff... Ainda está para chegar o dia! Trata-se apenas de uma constatação de facto (desta vez indubitável) perante o confronto do meu humilde ser com um dos magos da sapiência. É que uma pessoa tem de reconhecer as suas limitações quando se depara com grandes vultos do... do... conhecimento não-científico, chamemos-lhe assim. Atentem no relato da conversa que mantive com o meu vizinho (sim, esse mesmo que transferiu a dor do dedo martelado para outro que nada tinha) e depois digam-me se não tenho fundamentos para me sentir uma besta.
- Epá, é calor e mais calor, hã? - diz o senhor, num tom simpático que lhe é bem característico.
- É verdade! Isto tem estado que não se aguenta. A sorte é que as temperaturas agora descem cerca de 10 graus - respondi eu, alimentando o tema de conversa mais popular entre os portugueses. Logo a seguir à maledicência da política, claro.
- Ah, é? Olha, e chuva?
- Chuva? - admirei-me eu. - Acho que não há previsões para a chegada dela. Então?
O homem fez um trejeito com a boca, denunciando o incómodo da informação que se preparava para dar:
- É que estava deitado e deu-me aqui uma dor num pé...
Estive quase para lhe perguntar se não tinha deixado cair uma marreta em cima do dito, mas depois percebi que quem não conseguia abarcar toda a dimensão da inteligência daquele iluminado era eu, que a grandeza da sua sabedoria estava muito para além da minha compreensão e tive de guardar a piadola na algibeira. Não há argumento possível para contrariar um indivíduo que tem montada uma dependência do Instituto do Mar e da Atmosfera num dos chispes. A ligação entre a dor e a previsão meteorológica é de todo sustentada e não há como refutá-la. Por essa razão, pensem em galochas, gabardinas e até em botes de borracha. Vamos ter uma reedição do grande dilúvio bíblico e eu, que tive a felicidade de obter esta informação privilegiada, até já ando de braçadeiras enfiadas.
Não estou seguro que sobrevivamos a este cataclismo que o meu vizinho adivinha, mas se esse milagre acontecer, passem a dar mais importância aos sinais que o vosso corpo vos apresenta. Meninas, têm enxaquecas? É capaz de nevar em breve! «Ó Lápis, mas estamos em Setembro, que raio!», protestam vocês. Psht! Não devemos desconfiar da Natureza e dos seus sinais inequívocos! Rapazes, têm uma forte comichão nas virilhas? Isso é sinal da aproximação de um furacão de areia, categoria 5, vindo directamente do deserto da Antárctida. Ou então é micose, prova derradeira da vossa falta de higiene na genitália.
Já agora, o que quererá dizer um furúnculo no cu na relação de enfermidades com eventos meteorológicos? Hã? Não, não tenho nada disso! É um... um... filho... filho de um... de um... enteado de uma... uma uh... de uma amiga de uma conhecida de uma prima minha que emigrou para o... Zimbabué logo a seguir ao 25 de Abril. Sim, é isso. Estou preocupado com a saúde do rapaz e com o fenómeno climático a ela associado, claro! Vou falar com o meu vizinho e ver o que ele tem a dizer a respeito. Preparem-se! Temo que a previsão dê merda.
Dada que está esta lindíssima demonstração de carinho, explico o porquê de me ter lembrado da rábula do calceteiro. É que o rapaz inicia a história com «eu sou calceteiro», inspirando-me a afirmar o seguinte: eu sou um ignorante desprovido de qualquer talento especial.
Psht! Que é lá isso! Essas manápulas para lá! Não quero cá abracinhos lamechas! Pensavam que isto era um espalhanço colossal da minha autoestima? Pfff... Ainda está para chegar o dia! Trata-se apenas de uma constatação de facto (desta vez indubitável) perante o confronto do meu humilde ser com um dos magos da sapiência. É que uma pessoa tem de reconhecer as suas limitações quando se depara com grandes vultos do... do... conhecimento não-científico, chamemos-lhe assim. Atentem no relato da conversa que mantive com o meu vizinho (sim, esse mesmo que transferiu a dor do dedo martelado para outro que nada tinha) e depois digam-me se não tenho fundamentos para me sentir uma besta.
- Epá, é calor e mais calor, hã? - diz o senhor, num tom simpático que lhe é bem característico.
- É verdade! Isto tem estado que não se aguenta. A sorte é que as temperaturas agora descem cerca de 10 graus - respondi eu, alimentando o tema de conversa mais popular entre os portugueses. Logo a seguir à maledicência da política, claro.
- Ah, é? Olha, e chuva?
- Chuva? - admirei-me eu. - Acho que não há previsões para a chegada dela. Então?
O homem fez um trejeito com a boca, denunciando o incómodo da informação que se preparava para dar:
- É que estava deitado e deu-me aqui uma dor num pé...
Estive quase para lhe perguntar se não tinha deixado cair uma marreta em cima do dito, mas depois percebi que quem não conseguia abarcar toda a dimensão da inteligência daquele iluminado era eu, que a grandeza da sua sabedoria estava muito para além da minha compreensão e tive de guardar a piadola na algibeira. Não há argumento possível para contrariar um indivíduo que tem montada uma dependência do Instituto do Mar e da Atmosfera num dos chispes. A ligação entre a dor e a previsão meteorológica é de todo sustentada e não há como refutá-la. Por essa razão, pensem em galochas, gabardinas e até em botes de borracha. Vamos ter uma reedição do grande dilúvio bíblico e eu, que tive a felicidade de obter esta informação privilegiada, até já ando de braçadeiras enfiadas.
Não estou seguro que sobrevivamos a este cataclismo que o meu vizinho adivinha, mas se esse milagre acontecer, passem a dar mais importância aos sinais que o vosso corpo vos apresenta. Meninas, têm enxaquecas? É capaz de nevar em breve! «Ó Lápis, mas estamos em Setembro, que raio!», protestam vocês. Psht! Não devemos desconfiar da Natureza e dos seus sinais inequívocos! Rapazes, têm uma forte comichão nas virilhas? Isso é sinal da aproximação de um furacão de areia, categoria 5, vindo directamente do deserto da Antárctida. Ou então é micose, prova derradeira da vossa falta de higiene na genitália.
Já agora, o que quererá dizer um furúnculo no cu na relação de enfermidades com eventos meteorológicos? Hã? Não, não tenho nada disso! É um... um... filho... filho de um... de um... enteado de uma... uma uh... de uma amiga de uma conhecida de uma prima minha que emigrou para o... Zimbabué logo a seguir ao 25 de Abril. Sim, é isso. Estou preocupado com a saúde do rapaz e com o fenómeno climático a ela associado, claro! Vou falar com o meu vizinho e ver o que ele tem a dizer a respeito. Preparem-se! Temo que a previsão dê merda.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Maçã à imagem deste Lápis que vos escreve
A Comissão Europeia obrigou a Apple a pagar 13 mil milhões de euros em impostos na Irlanda, soma que se acredita ser a equivalente ao valor dos benefícios fiscais que a empresa fundada por Steve Jobs obteve entre 2003 e 2014 em resultado da sua actividade naquele país da União Europeia.
Depois de terem recebido esta notícia com enorme consternação, os responsáveis máximos do gigante norte-americano da tecnologia não perderam tempo e iniciaram de imediato alguns ajustes estratégicos importantes para fazer face a esta avultada perda em termos financeiros. Um dos mais relevantes vai acontecer ao nível da imagem da marca, passando o logótipo a ser o que vos apresento abaixo em primeiríssima mão.
Parece-me uma belíssima decisão ao nível da comunicação empresarial. E vocês? Digam lá que não faz mais sentido que o anterior tendo em conta a realidade actual...
Depois de terem recebido esta notícia com enorme consternação, os responsáveis máximos do gigante norte-americano da tecnologia não perderam tempo e iniciaram de imediato alguns ajustes estratégicos importantes para fazer face a esta avultada perda em termos financeiros. Um dos mais relevantes vai acontecer ao nível da imagem da marca, passando o logótipo a ser o que vos apresento abaixo em primeiríssima mão.
Parece-me uma belíssima decisão ao nível da comunicação empresarial. E vocês? Digam lá que não faz mais sentido que o anterior tendo em conta a realidade actual...
domingo, 4 de setembro de 2016
Contradições televisivo-amorosas
Estava eu muito entretido com actividades de elevado nível intelectual, como o são reconhecidamente a cuspidela de pastilha elástica para o ar e a consequente tentativa de a apanhar com a orelha direita, quando achei que devia descer um bocadinho o nível e acomodar-me no patamar dos mortais. Pus-me a fazer zapping e parei no Canal Q. Canal quê?, perguntam vocês. Canal Q, respondo eu. Canal quê?, tornam a perguntar. Respondo Q. E ficamos nesta conversa de autistas o resto do dia, sem mais quê. Quê? O Q! Pronto, é só isto. Fim de post.
Hã? Ok, ok! Calem-se lá, galinholas da Índia! Eu brindo-vos novamente com o meu brilhantismo, não é preciso tanto barulho. Protejam-se, porque isto é coisa para aleijar com força.
Ora no referido canal estava a ser reposta a série que tem Nuno Markl e Ana Galvão como protagonistas, intitulada "Felizes Para Sempre". Não pude deixar de pensar na crueldade daquele nome tendo em conta que o casal já está separado há uns meses.
Será que a coisa tinha resultado melhor se o nome da série fosse "Amanhã Vamos Agredir-nos até à Morte Com uma Moca de Rio Maior Depois de Descobrirmos que Andamos a Trair-nos Um Ao Outro"?
Hã? Ok, ok! Calem-se lá, galinholas da Índia! Eu brindo-vos novamente com o meu brilhantismo, não é preciso tanto barulho. Protejam-se, porque isto é coisa para aleijar com força.
Ora no referido canal estava a ser reposta a série que tem Nuno Markl e Ana Galvão como protagonistas, intitulada "Felizes Para Sempre". Não pude deixar de pensar na crueldade daquele nome tendo em conta que o casal já está separado há uns meses.
Será que a coisa tinha resultado melhor se o nome da série fosse "Amanhã Vamos Agredir-nos até à Morte Com uma Moca de Rio Maior Depois de Descobrirmos que Andamos a Trair-nos Um Ao Outro"?
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Versões oficiais e verdadeiros objectivos
O Papa visitou recentemente vinte antigas prostitutas, vítimas de tráfico humano e sexual. Francisco falou com as mulheres durante uma hora e ouviu as suas terríveis histórias. Segundo a posição oficial do Vaticano, esta acção sublinha a preocupação do Sumo Pontífice no que concerne à problemática da exploração sexual, de que são alvo milhões de pessoas em todo o mundo.
No entanto, surgiram de imediato vozes dissonantes quanto ao propósito da visita do Papa. Existem fortes suspeitas de que tudo não passou de uma tentativa de regresso ao passado. De recordar que Jorge Bergoglio foi porteiro de boate, altura da sua vida da qual sente imensas saudades.
Já eu, que tenho fontes no mais reduzido buraco deste planeta, sei exactamente qual foi o móbil da célebre visita. Não digam a mais ninguém, hã? fica só entre nós! Então é assim: O Papa foi à procura de Maria Madalena, já que possuía informações que indicavam a presença da mulher naquele grupo. O intuito era um só: corroborar definitivamente a versão da Igreja Católica sobre a profissão da senhora e destruir por completo a teoria de Dan Brown, na qual se defende que, afinal, era mulher de Jesus Cristo.
Francisco não foi bem sucedido, como se sabe. Porém, a mesma fonte informou-me igualmente da resiliência do Papa nesta demanda. No próximo ano, quando vier a Portugal, irá visitar a "Kikas", local que acredita ser agora o refúgio de Maria Madalena.
No entanto, surgiram de imediato vozes dissonantes quanto ao propósito da visita do Papa. Existem fortes suspeitas de que tudo não passou de uma tentativa de regresso ao passado. De recordar que Jorge Bergoglio foi porteiro de boate, altura da sua vida da qual sente imensas saudades.
Já eu, que tenho fontes no mais reduzido buraco deste planeta, sei exactamente qual foi o móbil da célebre visita. Não digam a mais ninguém, hã? fica só entre nós! Então é assim: O Papa foi à procura de Maria Madalena, já que possuía informações que indicavam a presença da mulher naquele grupo. O intuito era um só: corroborar definitivamente a versão da Igreja Católica sobre a profissão da senhora e destruir por completo a teoria de Dan Brown, na qual se defende que, afinal, era mulher de Jesus Cristo.
Francisco não foi bem sucedido, como se sabe. Porém, a mesma fonte informou-me igualmente da resiliência do Papa nesta demanda. No próximo ano, quando vier a Portugal, irá visitar a "Kikas", local que acredita ser agora o refúgio de Maria Madalena.
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
Do que esta gente se foi lembrar!
Outro dos assuntos quentes desta "silly-season" (quentes? Num Verão tão fresquinho que faz lembrar o sueco? Que besta que eu sou a utilizar palavras fora do contexto...) foi o que está directamente relacionado com as viagens a França oferecidas pela Galp ao Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que lhe permitiram ver os jogos de Portugal no Europeu à borliú. O facto de ter em mãos a análise de uma possível multa fiscal de 100 milhões de euros à petrolífera não constituiu impedimento na hora de aceitar o convite tão amavelmente feito.
Eu cá acho que o senhor fez bem. As pessoas é que tem de deixar de ser mazinhas e, sobretudo, deixarem de ver o Diabo em tudo. Vão dizer que isto foi uma tentativa de "amaciar o pelo" do senhor por parte da Galp para que ele perdoasse a multa, não? Pfff! Que parvoíce!
Que mais se lembrará esta gente de inventar? Que o Pinto da Costa corrompia árbitros com prostitutas e que utilizava o empresário do Rafa como intermediário? Que o Sócrates vivia naquele "T0" de Paris avaliado em 3 milhões de euros à conta do seu amigo Carlos Santos Silva sem nada lhe ter concedido enquanto exercia as funções de primeiro-ministro? Melhor! Se calhar, ainda vão dizer que o Miguel Relvas arranjou uma licenciatura na Universidade Lusófona sem sequer ter visto as trombas de um professor que fosse! Ou então, já que estamos numa de difamar, aproveitem também para dizer que o Hitler mandou "limpar o sarampo" a 6 milhões de judeus!
Ai, Ai... as pessoas quando querem lançar lama sobre os nomes dos outros são um perigo!
Eu cá acho que o senhor fez bem. As pessoas é que tem de deixar de ser mazinhas e, sobretudo, deixarem de ver o Diabo em tudo. Vão dizer que isto foi uma tentativa de "amaciar o pelo" do senhor por parte da Galp para que ele perdoasse a multa, não? Pfff! Que parvoíce!
Que mais se lembrará esta gente de inventar? Que o Pinto da Costa corrompia árbitros com prostitutas e que utilizava o empresário do Rafa como intermediário? Que o Sócrates vivia naquele "T0" de Paris avaliado em 3 milhões de euros à conta do seu amigo Carlos Santos Silva sem nada lhe ter concedido enquanto exercia as funções de primeiro-ministro? Melhor! Se calhar, ainda vão dizer que o Miguel Relvas arranjou uma licenciatura na Universidade Lusófona sem sequer ter visto as trombas de um professor que fosse! Ou então, já que estamos numa de difamar, aproveitem também para dizer que o Hitler mandou "limpar o sarampo" a 6 milhões de judeus!
Ai, Ai... as pessoas quando querem lançar lama sobre os nomes dos outros são um perigo!
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