quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Já pode ir, minha senhora!

Constança Urbano de Sousa apresentou finalmente a demissão. A ministra da Administração Interna, cujo mandato ficará irremediavelmente manchado pelas mais de cem mortes registadas em incêndios florestais neste ano, terá chegado à inevitável conclusão de que não tinha condições para continuar a exercer funções e António Costa aceitou o pedido de demissão.
Poderá, por fim, ter as férias que não teve durante o Verão. Segundo consegui apurar, a ministra demissionária quererá ir para um lugar onde ninguém a encontre e onde possa assim evitar ser incomodada por interpelações indesejadas.
Para conseguir esse desiderato, já entrou em contacto com o SIRESP. Constança espera conseguir obter a informação sobre o local para onde este se desloca de quando em vez sem deixar rasto e no qual permanece incontactável. Segundo se sabe, SIRESP voltou a deslocar-se para este local desconhecido no último domingo.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Que não lhe falte nada, minha senhora!

Perante nova desgraça humana provocada pelos incêndios florestais, a pressão sobre o Governo aumenta a cada dia que passa. No "olho do furacão" está Constança Urbano de Sousa, a ministra da Administração Interna, a quem são atribuídas responsabilidades directas ou indirectas nos erros ao combate aos incêndios, que resultaram em mais de 100 mortos e numa área ardida que deve tornar-se record.
Os pedidos de demissão da ministra intensificaram-se e choveram de todas as partes após esta ter declarado que seria muito mais fácil desistir agora e ter as férias que não teve neste Verão do que continuar no lugar para o qual foi escolhida por António Costa.
Ao ouvirem estas declarações, os responsáveis pela gestão da praia fluvial de Castanheira de Pêra ofereceram uma estadia de uma semana com direito a uma espreguiçadeira de pregos e bar aberto, anunciando ainda que querem muito que prove uma bebida caseira feita à base de amoníaco e ácido muriático.

domingo, 15 de outubro de 2017

Hã'!

O furacão Ophelia, ao contrário do que estava anunciado, passou ao largo do arquipélago dos Açores. De categoria 3, o furacão de nome bastante feio para menina não fez os estragos que estavam previstos nas ilhas do Atlântico, seguindo agora para a Irlanda.
Não sei se será pelo nome, mas Ophelia parece aquelas gajas que prometem noites loucas de desassossego, mas arranjam sempre uma desculpa em cima da hora.
Em sua defesa, Ophelia disse: «Estava perdida em pleno oceano e contactei as autoridades açorianas para retomar a rota certa. Responderam-me qualquer coisa como "vire à diruete, depois suiga, suiga, suiga durante duzuentas milhes e...". Não percebi nada«.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

"Gangsta in paradise"

Com quatro anos de investigação, quase três depois da detenção do principal arguido e após dez gestações completas de uma vaca arouquesa, eis que está finalmente deduzida a acusação na "Operação Marquês". O Ministério Público aponta José Sócrates como culpado da prática de um total de 31 crimes, entre corrupção passiva, branqueamento de capitais, peculato e fraude fiscal. Mas como o antigo primeiro-ministro nunca foi um homem só, está acompanhado neste processo por rapazinhos de semelhante e impoluta reputação. Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, Armando Vara ou Carlos Santos Silva (Ou "Piloto", tal é a amizade que Sócrates lhe tem) são outros do acusados neste megaprocesso judicial.
Apesar de ainda estarmos longe do epílogo deste remake do clássico "Ali Babá e os 40 Ladrões", a maioria dos portugueses já condenou os acusados, não contemplando sequer a possibilidade de estes estarem inocentes.
No entanto, eu consegui descobrir alguém capaz de fazer a defesa destes senhores. Para isso, tive de contratar um médium, a quem ofereci um garrafão de tinto antes da consulta e dois de jeropiga para depois do trabalho. Só assim foi possível falar com Al Capone, que dirigiu as seguintes palavras a Sócrates e seus compinchas: «All together now, fellows».

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Está no papo!

A liderança do PSD está em disputa desde a derrocada eleitoral dos sociais-democratas nas autárquicas do dia 1 de Outubro. Os resultados conduziram Passos Coelho à saída pela porta para anões encolhidos pela vergonha e de lá para cá muitos têm sido os hipotéticos candidatos aventados para a sua sucessão no maior partido da oposição. Até a esta hora, estão realmente confirmadas as candidaturas de Rui Rio e Pedro Santana Lopes.
Santana Lopes candidata-se pela quarta vez, tendo sido derrotado nas três anteriores ocasiões. No entanto, estou em crer que o desfecho será diferente desta vez. Santana Lopes preparou esta candidatura de forma meticulosa ao longo dos últimos anos, ocupando o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O ex-primeiro-ministro sabe que será feliz se conseguir a misericórdia dos militantes do PSD, que, julgo eu, acabarão por lhe dar a vitória para não verem outra desgraça "santanica".

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um pouco mais de generosidade

Maria Vieira, o porta-chaves mais parecido com um neonazi que se esqueceu de ir ao barbeiro, está envolvida em nova polémica. A actriz esteve arredada das redes sociais por culpa de uma infecção renal provocada por uma pedra num rim) e não perdeu a oportunidade para dar uma alfinetada no Bloco de Esquerda e em duas das suas mais mediáticas figuras quando regressou ao Facebook.
Diz a senhora: «Quanto à «pedra» do meu rim (na realidade um pedregulho com 11 milímetros de espessura) prometo guardá-la e a seu tempo tratarei de a oferecer à Catarina Martins e à Mariana Mortágua, para elas a enrolarem com algum tabaco e a fumarem bem fumada, na esperança de esquecerem a mágoa pelo facto do Bloco de Esquerda não ter ganho uma única câmara no país».
Esta querida julga-se muito generosa, mas eu acho-a uma "unhas-de-fome".
Então vai oferecer apenas uma pequenita pedra que mede pouco mais de 1 centímetro quando tem calhaus de muito maior dimensão no lugar do cérebro?

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Coincidências inseguras

O ataque tresloucado de Steven Paddock, que resultou na morte de 58 pessoas e em mais de 500 feridos num concerto em Las Vegas, continua a ter muitos detalhes por esclarecer. Desconhecem-se os motivos pelo qual o atirador de 64 anos começou a disparar indiscriminadamente sobre a multidão e causa ainda mais estranheza o facto de ter transportado para o quarto de hotel, de onde perpetrou um dos maiores massacres da história dos Estados Unidos, um verdadeiro arsenal de guerra sem que ninguém tivesse dado conta. Entre revólveres, armas automáticas e espingardas de caça, foram encontradas 23 armas no local onde o homem viria a suicidar-se.
Eu não sei como foi possível, mas tenho a suspeita de que a segurança do hotel era feita pela mesma empresa que era responsável pela guarda ao depósito de Tancos. Se uns deixaram sair, outros deixaram entrar.