domingo, 15 de outubro de 2017

Hã'!

O furacão Ophelia, ao contrário do que estava anunciado, passou ao largo do arquipélago dos Açores. De categoria 3, o furacão de nome bastante feio para menina não fez os estragos que estavam previstos nas ilhas do Atlântico, seguindo agora para a Irlanda.
Não sei se será pelo nome, mas Ophelia parece aquelas gajas que prometem noites loucas de desassossego, mas arranjam sempre uma desculpa em cima da hora.
Em sua defesa, Ophelia disse: «Estava perdida em pleno oceano e contactei as autoridades açorianas para retomar a rota certa. Responderam-me qualquer coisa como "vire à diruete, depois suiga, suiga, suiga durante duzuentas milhes e...". Não percebi nada«.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

"Gangsta in paradise"

Com quatro anos de investigação, quase três depois da detenção do principal arguido e após dez gestações completas de uma vaca arouquesa, eis que está finalmente deduzida a acusação na "Operação Marquês". O Ministério Público aponta José Sócrates como culpado da prática de um total de 31 crimes, entre corrupção passiva, branqueamento de capitais, peculato e fraude fiscal. Mas como o antigo primeiro-ministro nunca foi um homem só, está acompanhado neste processo por rapazinhos de semelhante e impoluta reputação. Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, Armando Vara ou Carlos Santos Silva (Ou "Piloto", tal é a amizade que Sócrates lhe tem) são outros do acusados neste megaprocesso judicial.
Apesar de ainda estarmos longe do epílogo deste remake do clássico "Ali Babá e os 40 Ladrões", a maioria dos portugueses já condenou os acusados, não contemplando sequer a possibilidade de estes estarem inocentes.
No entanto, eu consegui descobrir alguém capaz de fazer a defesa destes senhores. Para isso, tive de contratar um médium, a quem ofereci um garrafão de tinto antes da consulta e dois de jeropiga para depois do trabalho. Só assim foi possível falar com Al Capone, que dirigiu as seguintes palavras a Sócrates e seus compinchas: «All together now, fellows».

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Está no papo!

A liderança do PSD está em disputa desde a derrocada eleitoral dos sociais-democratas nas autárquicas do dia 1 de Outubro. Os resultados conduziram Passos Coelho à saída pela porta para anões encolhidos pela vergonha e de lá para cá muitos têm sido os hipotéticos candidatos aventados para a sua sucessão no maior partido da oposição. Até a esta hora, estão realmente confirmadas as candidaturas de Rui Rio e Pedro Santana Lopes.
Santana Lopes candidata-se pela quarta vez, tendo sido derrotado nas três anteriores ocasiões. No entanto, estou em crer que o desfecho será diferente desta vez. Santana Lopes preparou esta candidatura de forma meticulosa ao longo dos últimos anos, ocupando o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
O ex-primeiro-ministro sabe que será feliz se conseguir a misericórdia dos militantes do PSD, que, julgo eu, acabarão por lhe dar a vitória para não verem outra desgraça "santanica".

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um pouco mais de generosidade

Maria Vieira, o porta-chaves mais parecido com um neonazi que se esqueceu de ir ao barbeiro, está envolvida em nova polémica. A actriz esteve arredada das redes sociais por culpa de uma infecção renal provocada por uma pedra num rim) e não perdeu a oportunidade para dar uma alfinetada no Bloco de Esquerda e em duas das suas mais mediáticas figuras quando regressou ao Facebook.
Diz a senhora: «Quanto à «pedra» do meu rim (na realidade um pedregulho com 11 milímetros de espessura) prometo guardá-la e a seu tempo tratarei de a oferecer à Catarina Martins e à Mariana Mortágua, para elas a enrolarem com algum tabaco e a fumarem bem fumada, na esperança de esquecerem a mágoa pelo facto do Bloco de Esquerda não ter ganho uma única câmara no país».
Esta querida julga-se muito generosa, mas eu acho-a uma "unhas-de-fome".
Então vai oferecer apenas uma pequenita pedra que mede pouco mais de 1 centímetro quando tem calhaus de muito maior dimensão no lugar do cérebro?

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Coincidências inseguras

O ataque tresloucado de Steven Paddock, que resultou na morte de 58 pessoas e em mais de 500 feridos num concerto em Las Vegas, continua a ter muitos detalhes por esclarecer. Desconhecem-se os motivos pelo qual o atirador de 64 anos começou a disparar indiscriminadamente sobre a multidão e causa ainda mais estranheza o facto de ter transportado para o quarto de hotel, de onde perpetrou um dos maiores massacres da história dos Estados Unidos, um verdadeiro arsenal de guerra sem que ninguém tivesse dado conta. Entre revólveres, armas automáticas e espingardas de caça, foram encontradas 23 armas no local onde o homem viria a suicidar-se.
Eu não sei como foi possível, mas tenho a suspeita de que a segurança do hotel era feita pela mesma empresa que era responsável pela guarda ao depósito de Tancos. Se uns deixaram sair, outros deixaram entrar.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Também tenho algo a revelar!

Aníbal Cavaco Silva está a causar polémica com a revelação que fez sobre as eleições autárquicas. Tendo passado o último fim-de-semana na Escócia, para onde se deslocou para estar num casamento, o antigo presidente da República afirmou: «acontece que não votei».
Acontece que fiquei surpreendido. Pensava que votar era um direito dos seres humanos vivos. Desconhecia que também se estendia aos peixes que secam ao sol na Nazaré.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Grab them by the pussy or shoot him in the head?

O fácil acesso às armas nos Estados Unidos é o principal factor potenciador dos constantes tiroteios no país, dos quais ouvimos frequentes relatos. Não raras vezes, pessoas inocentes são mortalmente atingidas por balas perdidas ou são vítimas de actos homicidas de um qualquer chalupa.
A questão ganha contornos ainda mais dramáticos com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, visto que o presidente dos Estados Unidos eleito há quase um ano é apologista do fácil acesso ao armamento civil. Eu cá não sou de intrigas, mas gostava muito que esse menino estivesse presente na próxima troca de tiros que aconteça em solo americano, que não demorará mais de 5 minutos. Tenho a certeza que nenhuma bala se declararia perdida, desorientada ou sem saber o caminho certo. Porquê? Porque todas saberiam exactamente por onde ir e teriam uma vontade louca de atingir o alvo bem definido naquelas pontas de chumbo: aquele farol que Trump diz que é a sua cabeça.