A actualidade é um cavalo de corrida e os temas sobrepõem-se uns aos outros como sacos de ração necessários para alimentar esse animal. É por esta razão que só hoje escrevo sobre o que se passou em Almada com aquele entusiasmado grupo de jovens. Por isso e por causa de um derrame na vista provocado pelas imagens do caso passadas em loop até há coisa de 7 minutos atrás.
Eu penso que se exagerou nas considerações tecidas a respeito da coisa. Para mim, foi tudo demasiado empolado quando se percebe nitidamente que aquilo não foi mais que um terrível engano. É quase criminoso que se diga que se tratou de um espancamento cobarde e vil quando estamos a falar, isso sim, de uma peladinha entre amigos. O problema ali foi o grupo de rapazes, que só queria divertir-se um bocadito, ter confundido a cabeça de um desgraçado com uma bola. Acho que é o único motivo plausível para a quantidade de petardões de força aplicada na cachimona do puto. É que eu já vi derbies entre Benfica e Sporting nos quais houve menos empenho dos jogadores em lances de bola dividida. Mais convencido da teoria da confusão entre a cabeça e a bola fiquei quando ouvi os comentários durante a reprodução do vídeo. Só podia ser futebol quando alguns dos assistentes do desafio tecem as seguintes considerações: «dá mais, dá mais, dá mais!»; «vai lá, vai lá» (incitando os jogadores a aplicarem-se a fundo) e «olha aí!» (na tentativa de alertar um dos intervenientes para o facto de estar a deixar escapar a bola). Estou em crer que estas vozes eram dos treinadores da equipa, que, apesar de ser a feijões, queriam a vitória no jogo. Não é futebol? Como assim, não é futebol? Então eu até ouvi um dos suplentes, mal contendo a vontade de participar no jogo, gritar «eu também quero dar um bico»! Em que outra ocasião se aplica esta expressão que não seja numa futebolada entre amigos? Excluindo a produção de filmes pornográficos em Alfornelos, nenhuma. Há quem diga que o futuro daqueles rapazes não será bonito, mas eu tenho de discordar novamente. Qualquer olheiro de um grande clube percebe que existe ali talento e, desconfio, podemos ter assistido a um momento histórico: a primeira exibição de um novo Eusébio.
Falando um bocadinho mais a sério (mas não muito), aquela escumalhazinha (E aplica-se o diminutivo porque os putos nem idade têm para ser escumalha a sério) devia ter vergonha do que fez. No entanto, não só cometem actos repugnantes como ainda se orgulham deles, ao ponto de colocá-los a circular na Internet. Antigamente, quando eu era criança, uma coisa destas era quase como soltar gás metano pelo ânus (leia-se, dar uma bufa). O cheiro ficava no ar e o infractor pedia a todos os santinhos que ninguém percebesse que tinha sido ele a abrir-se. Agora? Agora é diferente. O artista caga-se com estrondo, sorri, levanta o braço em sinal de orgulho e,se necessário for, ainda exibe as cuecas borradas para que não restem dúvidas sobre a autoria do "feito". Continuem, pá! A polícia agradece essas manifestações de alegria. Fica mais fácil deitar-lhes a unha.
Cavalos aos tiros, homens aos coices, anões pernaltas e gigantes atarracados. Sem filtro, sem juízo, muita parvoíce e pouca graça. Aqui ninguém vem ao engano!
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
A vida e a morte na vidreira
Faleceu Mário Soares. O antigo Primeiro-Ministro e Presidente da República estava em coma há já alguns dias e acabou por sucumbir no dia de ontem no Hospital da Cruz Vermelha, unidade de saúde onde estava internado há quase um mês. Tinha 92 anos e é uma das figuras mais marcantes da democracia portuguesa.
Foram decretados três dias de luto em todo o território nacional e uma bengalada nos cornos aplicada na Marinha Grande.
Foram decretados três dias de luto em todo o território nacional e uma bengalada nos cornos aplicada na Marinha Grande.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
O "King" faz piadas secas e vende-as no mercado
E, de repente, o corpo humano ganhou um novo órgão. O mesentério, que liga o intestino ao abdomen, viu a sua classificação alterada depois de um estudo liderado por um professor da Universidade de Limerick, na Irlanda.
É engraçado que, à medida que o tempo tem avançado, aquilo que tínhamos como certo vai sofrendo mudanças. Reparem: quando andava na escola básica, foi-me ensinado que o Sistema Solar incluía Plutão como planeta, o que, entretanto, deixou de ser factual. Nessa época, também não havia indicação nenhuma sobre este novo órgão. Isto leva-me a crer que, à medida que o relógio progride na sua marcha inexorável, perdemos planetas, mas ganhamos órgãos. A continuarmos assim, daqui a pouco não precisaremos de telescópios e sondas espaciais para explorar outros planetas, mas teremos de ter dois corpos para albergarmos tanto material interno.
Eu não sei como é que vocês vão fazer, mas eu vou ponderar fortemente as minhas opções da próxima vez que necessitar de cuidados de saúde. Com tanto órgão, não sei se recorra a um médico ou a um afinador de instrumentos musicais. Mais: tenho para mim que o mestrado integrado de Medicina não terá a disciplina de Anatomia conduzida por professores, mas sim por maestros.
Hum... Fraquito, não foi? Ninguém compra disto. Vou de fim-de-semana e logo penso noutro negócio.
É engraçado que, à medida que o tempo tem avançado, aquilo que tínhamos como certo vai sofrendo mudanças. Reparem: quando andava na escola básica, foi-me ensinado que o Sistema Solar incluía Plutão como planeta, o que, entretanto, deixou de ser factual. Nessa época, também não havia indicação nenhuma sobre este novo órgão. Isto leva-me a crer que, à medida que o relógio progride na sua marcha inexorável, perdemos planetas, mas ganhamos órgãos. A continuarmos assim, daqui a pouco não precisaremos de telescópios e sondas espaciais para explorar outros planetas, mas teremos de ter dois corpos para albergarmos tanto material interno.
Eu não sei como é que vocês vão fazer, mas eu vou ponderar fortemente as minhas opções da próxima vez que necessitar de cuidados de saúde. Com tanto órgão, não sei se recorra a um médico ou a um afinador de instrumentos musicais. Mais: tenho para mim que o mestrado integrado de Medicina não terá a disciplina de Anatomia conduzida por professores, mas sim por maestros.
Hum... Fraquito, não foi? Ninguém compra disto. Vou de fim-de-semana e logo penso noutro negócio.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
A melhor maneira de começar 2017 é a cagar para 2016
Então, cambadinha? Muitas saudadinhas do tio Lápis? Não, pois não? Então, adeus e até 2023! Ah, queriam! Vão ter mesmo de gramar com o "King" durante a nova época!
Vocês que me seguem (levantem o braço, meia-dúzia de gatos pingados) já se deviam ter interrogado sobre o meu paradeiro blogosférico neste início de ano, dada a ausência de um belo e parvo post por mim escrito. Não tinham? Claro que não! A maior parte de vocês só tirou a cabeça da sarjeta (onde a enfiou na noite de passagem de ano) há coisa de um quarto de hora e as prioridades teriam de ser outras, eu compreendo. Acontece que, mesmo que não queiram saber, eu vou contar-vos o porquê do black-out. Pois bem, aí vai.
Como esta seria a primeira viragem de ano a que o monstro por mim criado ia assistir, acordámos, em segredo, que o projecto só teria continuidade se ambos tivéssemos vontade de aqui voltar depois de cumprirmos um ritual sacrificial na última noite do ano de 2016. Esse ritual consistia no seguinte: largados de para-quedas a exactamente 20 quilómetros de casa, em pontos geográficos diametralmente opostos, eu e o meu blog teríamos de encontrar a direcção correcta para regressarmos ao domicílio. Convém referir que a tarefa seria levada a cabo com recurso a 10€, um jerrycan de 20 litros cheio com groselha 7 e Picos e uma caixa de acendalhas.
Vá-se lá saber como, este fedelho de 9 meses (impressionante a capacidade das crianças de hoje, não é?) chegou ao lar, doce lar na maior das tranquilidades, segundo fontes próximas a todo este sadio processo. Já eu, talhado para a tragédia, agarrei uma intoxicação alimentar no pelo algures entre o quilómetro 7 e 8, no sentido Sul-Norte, que tive necessidade de auto-observar-me da tonalidade dos felinos para regressar à minha habitação. Ora como os dias seguintes à aventura têm sido passados com uma torneira entre o nalgueiro e outra à saída da boca, este menino, que é muito bom para escuteiro mas que não passa de um analfabeto inapto para se auto-escrever, manteve-se inactivo.
E foi isto, meus amigos! Vamos continuar a ter blog no novo ano, mas antes teve de haver muita merda pelo caminho! Hã?! Não acreditam? Perguntem ao Pinóquio e peçam-lhe que vos deseje um bom ano de 2017! Eu? Amuei!
Vocês que me seguem (levantem o braço, meia-dúzia de gatos pingados) já se deviam ter interrogado sobre o meu paradeiro blogosférico neste início de ano, dada a ausência de um belo e parvo post por mim escrito. Não tinham? Claro que não! A maior parte de vocês só tirou a cabeça da sarjeta (onde a enfiou na noite de passagem de ano) há coisa de um quarto de hora e as prioridades teriam de ser outras, eu compreendo. Acontece que, mesmo que não queiram saber, eu vou contar-vos o porquê do black-out. Pois bem, aí vai.
Como esta seria a primeira viragem de ano a que o monstro por mim criado ia assistir, acordámos, em segredo, que o projecto só teria continuidade se ambos tivéssemos vontade de aqui voltar depois de cumprirmos um ritual sacrificial na última noite do ano de 2016. Esse ritual consistia no seguinte: largados de para-quedas a exactamente 20 quilómetros de casa, em pontos geográficos diametralmente opostos, eu e o meu blog teríamos de encontrar a direcção correcta para regressarmos ao domicílio. Convém referir que a tarefa seria levada a cabo com recurso a 10€, um jerrycan de 20 litros cheio com groselha 7 e Picos e uma caixa de acendalhas.
Vá-se lá saber como, este fedelho de 9 meses (impressionante a capacidade das crianças de hoje, não é?) chegou ao lar, doce lar na maior das tranquilidades, segundo fontes próximas a todo este sadio processo. Já eu, talhado para a tragédia, agarrei uma intoxicação alimentar no pelo algures entre o quilómetro 7 e 8, no sentido Sul-Norte, que tive necessidade de auto-observar-me da tonalidade dos felinos para regressar à minha habitação. Ora como os dias seguintes à aventura têm sido passados com uma torneira entre o nalgueiro e outra à saída da boca, este menino, que é muito bom para escuteiro mas que não passa de um analfabeto inapto para se auto-escrever, manteve-se inactivo.
E foi isto, meus amigos! Vamos continuar a ter blog no novo ano, mas antes teve de haver muita merda pelo caminho! Hã?! Não acreditam? Perguntem ao Pinóquio e peçam-lhe que vos deseje um bom ano de 2017! Eu? Amuei!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Putin que os pariu!
O Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, anunciou ontem que está em vigor, desde as 00:00 horas, um cessar-fogo entre as forças leais a Bashar al-Assad e a oposição armada ao regime, naquilo que pode ser o início do fim da guerra na Síria. Quase 6 anos após o seu início, mais de 250 mil mortos e milhões de refugiados depois, surge agora uma nova esperança para pôr termo ao conflito.
Sim, senhora, tudo muito bonito. Já não era sem tempo. No entanto, não consigo deixar de olhar para tudo isto como uma grande tramoia para nos lixar. Como assim, Lápis? Estás mais doido ainda que o costume? Não, não! Estou tão certinho dos miolos como o Zé Maria do "Big Brother". Ora acompanhem o meu raciocínio, mas só de patins. A velocidade é alta.
Quem é que começa a exercer funções como secretário-geral da ONU já a partir de Domingo? Certo, o nosso António Guterres. E o que é que o nosso Toni definiu como prioridade no seu mandato? Pois foi, pois foi. O fim da guerra na Síria. O que é que isto significa! Não, caraças! Não quer dizer que ele já pode apanhar uma valente piela para festejar e telefonar depois à Angelina Jolie a dizer-lhe que gostava de aPittar toda a noite. Significa, isso sim, que o homem não tem nada para fazer já no início do mandato! Ora bem, o Guterres vai andar bastante desocupado nos próximos tempos, vai poder pôr os pés em cima da secretária enquanto faz ceninhas com as fotos no Snapchat e coçar o cu por esquinas com bastante afinco. Daí até dizerem que ele é um calantrão de primeira, que não faz nada e não sei quê, vai um pequeno passo. Já a ligação que farão da sua vida desocupada à vida de todos os portugueses no geral será mais rápida que o atear de um fogo florestal por um pirómano.
O que é que sucede depois? Isto chega aos ouvidos da Merkel, começa outra vez aquela conversa que temos é de trabalhar e que temos demasiados licenciados, a schwein larga a correr para Bruxelas para contar tudo ao Jumcker e no ano que está prestes a começar lá vêm mais recomendações de medidas de austeridade e o camandro! Eu já estou a ver o filme todo, pá! Ainda nem começou e 2017 já está a moer-nos o juízo!
Por isso, a mim não me enganam! Seis anos para terminar uma guerra e vão fazê-lo mesmo nas vésperas de um tuga começar a mostrar serviço? Pfff! Vão lá conspirar para a Putin que os pariu!
Sim, senhora, tudo muito bonito. Já não era sem tempo. No entanto, não consigo deixar de olhar para tudo isto como uma grande tramoia para nos lixar. Como assim, Lápis? Estás mais doido ainda que o costume? Não, não! Estou tão certinho dos miolos como o Zé Maria do "Big Brother". Ora acompanhem o meu raciocínio, mas só de patins. A velocidade é alta.
Quem é que começa a exercer funções como secretário-geral da ONU já a partir de Domingo? Certo, o nosso António Guterres. E o que é que o nosso Toni definiu como prioridade no seu mandato? Pois foi, pois foi. O fim da guerra na Síria. O que é que isto significa! Não, caraças! Não quer dizer que ele já pode apanhar uma valente piela para festejar e telefonar depois à Angelina Jolie a dizer-lhe que gostava de aPittar toda a noite. Significa, isso sim, que o homem não tem nada para fazer já no início do mandato! Ora bem, o Guterres vai andar bastante desocupado nos próximos tempos, vai poder pôr os pés em cima da secretária enquanto faz ceninhas com as fotos no Snapchat e coçar o cu por esquinas com bastante afinco. Daí até dizerem que ele é um calantrão de primeira, que não faz nada e não sei quê, vai um pequeno passo. Já a ligação que farão da sua vida desocupada à vida de todos os portugueses no geral será mais rápida que o atear de um fogo florestal por um pirómano.
O que é que sucede depois? Isto chega aos ouvidos da Merkel, começa outra vez aquela conversa que temos é de trabalhar e que temos demasiados licenciados, a schwein larga a correr para Bruxelas para contar tudo ao Jumcker e no ano que está prestes a começar lá vêm mais recomendações de medidas de austeridade e o camandro! Eu já estou a ver o filme todo, pá! Ainda nem começou e 2017 já está a moer-nos o juízo!
Por isso, a mim não me enganam! Seis anos para terminar uma guerra e vão fazê-lo mesmo nas vésperas de um tuga começar a mostrar serviço? Pfff! Vão lá conspirar para a Putin que os pariu!
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Eu me confesso desconfiado
Inspirado no jogo para telemóvel mais descarregado do ano que está prestes a findar, um padre espanhol desenvolveu uma aplicação que permite aos seus utilizadores localizarem através de GPS o confessionário mais próximo e assim poderem confessar os seus pecados a um sacerdote católico, sempre predisposto a ouvir os pecadores arrependidos. A aplicação chama-se Confessor Go! e está disponível nas plataformas habituais.
Se os jogadores de Pokémon Go! são desafiados a abrir e a atirar pokébolas virtuais para apanhar pokémons, os utilizadores do Confessor Go! podem muito bem ser apanhados e abrir o que não querem no confessionário.
Se os jogadores de Pokémon Go! são desafiados a abrir e a atirar pokébolas virtuais para apanhar pokémons, os utilizadores do Confessor Go! podem muito bem ser apanhados e abrir o que não querem no confessionário.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Deixa alguns para o ano, pá!
O ano de 2016 continua a ser nefasto para as grandes estrelas da música internacional. À já longa lista de malogrados cantores durante este ano junta-se agora George Michael, de 53 anos. Não deixa de ser tristemente irónico o facto do autor de "Last Christmas" ter falecido exactamente no dia de Natal.
Como ainda não se conhecem as causas da morte do artista inglês de origem grega, abre-se uma janela de oportunidade para malta armada em engraçadinha dizer que tudo isto pode dever-se à constatação do mal que a canção natalícia por si criada fez aos tímpanos de milhões de pessoas ao longo dos anos e que, por conseguinte, o desgosto tenha sido fatal para George Michael.
Como ainda não se conhecem as causas da morte do artista inglês de origem grega, abre-se uma janela de oportunidade para malta armada em engraçadinha dizer que tudo isto pode dever-se à constatação do mal que a canção natalícia por si criada fez aos tímpanos de milhões de pessoas ao longo dos anos e que, por conseguinte, o desgosto tenha sido fatal para George Michael.
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