O Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, anunciou ontem que está em vigor, desde as 00:00 horas, um cessar-fogo entre as forças leais a Bashar al-Assad e a oposição armada ao regime, naquilo que pode ser o início do fim da guerra na Síria. Quase 6 anos após o seu início, mais de 250 mil mortos e milhões de refugiados depois, surge agora uma nova esperança para pôr termo ao conflito.
Sim, senhora, tudo muito bonito. Já não era sem tempo. No entanto, não consigo deixar de olhar para tudo isto como uma grande tramoia para nos lixar. Como assim, Lápis? Estás mais doido ainda que o costume? Não, não! Estou tão certinho dos miolos como o Zé Maria do "Big Brother". Ora acompanhem o meu raciocínio, mas só de patins. A velocidade é alta.
Quem é que começa a exercer funções como secretário-geral da ONU já a partir de Domingo? Certo, o nosso António Guterres. E o que é que o nosso Toni definiu como prioridade no seu mandato? Pois foi, pois foi. O fim da guerra na Síria. O que é que isto significa! Não, caraças! Não quer dizer que ele já pode apanhar uma valente piela para festejar e telefonar depois à Angelina Jolie a dizer-lhe que gostava de aPittar toda a noite. Significa, isso sim, que o homem não tem nada para fazer já no início do mandato! Ora bem, o Guterres vai andar bastante desocupado nos próximos tempos, vai poder pôr os pés em cima da secretária enquanto faz ceninhas com as fotos no Snapchat e coçar o cu por esquinas com bastante afinco. Daí até dizerem que ele é um calantrão de primeira, que não faz nada e não sei quê, vai um pequeno passo. Já a ligação que farão da sua vida desocupada à vida de todos os portugueses no geral será mais rápida que o atear de um fogo florestal por um pirómano.
O que é que sucede depois? Isto chega aos ouvidos da Merkel, começa outra vez aquela conversa que temos é de trabalhar e que temos demasiados licenciados, a schwein larga a correr para Bruxelas para contar tudo ao Jumcker e no ano que está prestes a começar lá vêm mais recomendações de medidas de austeridade e o camandro! Eu já estou a ver o filme todo, pá! Ainda nem começou e 2017 já está a moer-nos o juízo!
Por isso, a mim não me enganam! Seis anos para terminar uma guerra e vão fazê-lo mesmo nas vésperas de um tuga começar a mostrar serviço? Pfff! Vão lá conspirar para a Putin que os pariu!
Cavalos aos tiros, homens aos coices, anões pernaltas e gigantes atarracados. Sem filtro, sem juízo, muita parvoíce e pouca graça. Aqui ninguém vem ao engano!
sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Eu me confesso desconfiado
Inspirado no jogo para telemóvel mais descarregado do ano que está prestes a findar, um padre espanhol desenvolveu uma aplicação que permite aos seus utilizadores localizarem através de GPS o confessionário mais próximo e assim poderem confessar os seus pecados a um sacerdote católico, sempre predisposto a ouvir os pecadores arrependidos. A aplicação chama-se Confessor Go! e está disponível nas plataformas habituais.
Se os jogadores de Pokémon Go! são desafiados a abrir e a atirar pokébolas virtuais para apanhar pokémons, os utilizadores do Confessor Go! podem muito bem ser apanhados e abrir o que não querem no confessionário.
Se os jogadores de Pokémon Go! são desafiados a abrir e a atirar pokébolas virtuais para apanhar pokémons, os utilizadores do Confessor Go! podem muito bem ser apanhados e abrir o que não querem no confessionário.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Deixa alguns para o ano, pá!
O ano de 2016 continua a ser nefasto para as grandes estrelas da música internacional. À já longa lista de malogrados cantores durante este ano junta-se agora George Michael, de 53 anos. Não deixa de ser tristemente irónico o facto do autor de "Last Christmas" ter falecido exactamente no dia de Natal.
Como ainda não se conhecem as causas da morte do artista inglês de origem grega, abre-se uma janela de oportunidade para malta armada em engraçadinha dizer que tudo isto pode dever-se à constatação do mal que a canção natalícia por si criada fez aos tímpanos de milhões de pessoas ao longo dos anos e que, por conseguinte, o desgosto tenha sido fatal para George Michael.
Como ainda não se conhecem as causas da morte do artista inglês de origem grega, abre-se uma janela de oportunidade para malta armada em engraçadinha dizer que tudo isto pode dever-se à constatação do mal que a canção natalícia por si criada fez aos tímpanos de milhões de pessoas ao longo dos anos e que, por conseguinte, o desgosto tenha sido fatal para George Michael.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
O Lápis de Natal
Bom, meus amigos, leitores e fãs do Tony Carreira, quero dizer-vos que este post só vê a luz do dia (ou do ecrã do computador) devido á pressão insuportável que se sente nesta altura do ano. É que as alusões à quadra são tantas, tantas, tantas que uma pessoa sente-se quase um extraterrestre (ainda mais?? Como assim, pá?!) se não escrever duas linhas sobre o Natal. É o que dá viver numa sociedade sob influência dos princípios cristãos. Bem, há coisas piores. Podia viver numa sociedade sob influência de princípios de outra religião e sujeitava-me a ver entrar uma bomba de hidrogénio pela marquise dentro, o que era chato. De certeza que nesta altura do ano não haveria ninguém disponível para concertar o estrago.
A véspera de Natal é amanhã, mas eu sinto que é Natal para aí há mês e meio. Ele é as campanhas das lojas, ele é os anúncios na televisão, rádio, Internet e código Morse, ele é os jantares, ele é os calendários do Advento, ele é os presépios... E isto desde o início de Novembro, caraças! Tenho a impressão que, mais ano, menos ano, a expressão "Natal é quando um homem quiser" vai ser levada ao extremo e o nascimento de Jesus vai começar a ser comemorado por alturas do Santo António. E até nem será assim tão descabido, já que o santo com o penteado mais estranho da caderneta católica aparece representado com o menino ao colo. Ah, ó Lápis, mas aquele não é o menino Jesus! Ai, não? Ah, quer dizer, o Natal pode ser quando a malta muito bem entender, mas o menino Jesus não pode ser quem eu quiser! Ide-vos estampar contra um boneco de neve!
Só por causa das tosses, a Consoada para mim é já daqui a uma hora! E mais: a seguir, vou pôr-me a desembrulhar as prendas todas que encontrar pelo caminho, sejam para mim ou não! Depois espero pelo Pai Natal, que ele ficou de vir aqui beber um Grant's antes de começar a distribuição que diz que vai fazer, mas que fica sempre a meio.
Quanto a vocês, as minhas recomendações são as seguintes: não comam muitas porcarias. Senão, vão amargar de boca daqui até ao Carnaval com o vosso novo look "mamute". Não façam aquele sorriso amarelo quando receberem as peúgas da tia que tem aquele casaco a cheirar a naftalina. Deitem-nas logo para a lareira para ela perceber que vocês não gostaram e não repetir a gracinha para o ano. E não entupam o ecoponto com papel de embrulho. Se forem aproveitadinhos, têm aí papel higiénico até ao Natal do ano que vem, ou seja, até Junho. Feliz Natal ou lá o que é! Vou ver o "Sozinho em Casa"!
A véspera de Natal é amanhã, mas eu sinto que é Natal para aí há mês e meio. Ele é as campanhas das lojas, ele é os anúncios na televisão, rádio, Internet e código Morse, ele é os jantares, ele é os calendários do Advento, ele é os presépios... E isto desde o início de Novembro, caraças! Tenho a impressão que, mais ano, menos ano, a expressão "Natal é quando um homem quiser" vai ser levada ao extremo e o nascimento de Jesus vai começar a ser comemorado por alturas do Santo António. E até nem será assim tão descabido, já que o santo com o penteado mais estranho da caderneta católica aparece representado com o menino ao colo. Ah, ó Lápis, mas aquele não é o menino Jesus! Ai, não? Ah, quer dizer, o Natal pode ser quando a malta muito bem entender, mas o menino Jesus não pode ser quem eu quiser! Ide-vos estampar contra um boneco de neve!
Só por causa das tosses, a Consoada para mim é já daqui a uma hora! E mais: a seguir, vou pôr-me a desembrulhar as prendas todas que encontrar pelo caminho, sejam para mim ou não! Depois espero pelo Pai Natal, que ele ficou de vir aqui beber um Grant's antes de começar a distribuição que diz que vai fazer, mas que fica sempre a meio.
Quanto a vocês, as minhas recomendações são as seguintes: não comam muitas porcarias. Senão, vão amargar de boca daqui até ao Carnaval com o vosso novo look "mamute". Não façam aquele sorriso amarelo quando receberem as peúgas da tia que tem aquele casaco a cheirar a naftalina. Deitem-nas logo para a lareira para ela perceber que vocês não gostaram e não repetir a gracinha para o ano. E não entupam o ecoponto com papel de embrulho. Se forem aproveitadinhos, têm aí papel higiénico até ao Natal do ano que vem, ou seja, até Junho. Feliz Natal ou lá o que é! Vou ver o "Sozinho em Casa"!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Vozes materializadas
Preciso da vossa ajuda. Não é a melhor forma de começar um post, mas a urgência justifica toda e qualquer acção que possa ser interpretada como má educação. Oiçam isto, se fazem favor. Não voltem aqui sem tirarem as vossas conclusões imediatas do que compõe a parte audível do anúncio. Demorem o tempo que for necessário para elaborar a vossa análise concisa e bem fundamentada porque ela poderá ser de grande importância num futuro próximo. Vá, vão lá. Eu espero.
Já está? Muito bem. Digam-me lá então: fui só eu que senti o cu fortemente apalpado pela voz deste jagunço? Fui só eu que vi uma grande mão a dirigir-se a mim quando o meu cérebro assimilou este tom de voz insinuante e extremamente porcalhão? Fui só eu que achei que este taradão estava capaz de pôr a marchar tudo o que lhe aparecesse à frente, incluindo idosas desdentadas, homens entravados e preguiças da Amazónia com displasia de anca?
Se estiverem de acordo, estou em condições de avançar para a fundação de uma associação que defenda os direitos das pessoas lesadas por este tipo de anúncios badalhocos. Chamar-lhe-emos AVESPA, a Associação dos Violentados, Estrafegados e Sodomizados pela Publicidade Abusadora! Temos de nos defender deste perigo para a sociedade que representam os voz-off que se esticam mais que o metro e AVESPA é a solução. Quem estiver de acordo que enrole o punho e saque um cavalo!
Já está? Muito bem. Digam-me lá então: fui só eu que senti o cu fortemente apalpado pela voz deste jagunço? Fui só eu que vi uma grande mão a dirigir-se a mim quando o meu cérebro assimilou este tom de voz insinuante e extremamente porcalhão? Fui só eu que achei que este taradão estava capaz de pôr a marchar tudo o que lhe aparecesse à frente, incluindo idosas desdentadas, homens entravados e preguiças da Amazónia com displasia de anca?
Se estiverem de acordo, estou em condições de avançar para a fundação de uma associação que defenda os direitos das pessoas lesadas por este tipo de anúncios badalhocos. Chamar-lhe-emos AVESPA, a Associação dos Violentados, Estrafegados e Sodomizados pela Publicidade Abusadora! Temos de nos defender deste perigo para a sociedade que representam os voz-off que se esticam mais que o metro e AVESPA é a solução. Quem estiver de acordo que enrole o punho e saque um cavalo!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
A mania de levar tudo à letra
Viver no meio rural pode ser absolutamente fantástico. É respirar o ar puro proveniente do arvoredo, é sentir o perfume das flores campestres, é escutar o pipilar dos passarinhos e o coaxar das rãs, é cagar um pé todo em merda de cavalo, ovelha ou porco, na eventualidade de andar distraído a apreciar as maravilhas do campo. Ah, vale mesmo a pena, acreditem.
Contudo, também existem pontos menos positivos. Por estarem mais longe dos locais onde se podem abastecer de bens de primeira necessidade, os habitantes destes meios acabam por ter maior dificuldade em adquiri-los. É neste contexto que surgem os vendedores ambulantes, vendo aqui a sua oportunidade de negócio. Padeiros, fruteiros, traficantes de droga e ar... ah, desculpem, too much information... Uh... Onde é que eu ia? Ah, sim... Todos acorrem às pequenas aldeias e lugarejos para suprir as necessidades que a população apresenta.
Um dos negociantes mais apreciados da aldeia onde vivo é o peixeiro. Rapaz educado, bem falante e despachado, o vendedor é acarinhado não só pela sua personalidade, mas também pelo que tem para oferecer aos seus clientes. Peixe fresquinho, que ele próprio escolhe na lota de Peniche, capaz de fazer os encantos até do mais guloso dos fãs de peixe-picanha e peixe-courato. Como se já não bastassem estes factos, tem ainda uma característica especial: é extremamente solícito. Tão solícito que não é capaz de se negar a parar a sua viatura fora dos locais habituais de venda quando se encontra em deslocação entre eles. Se um qualquer cliente lhe faz sinal para abrandar a marcha, pois claro está que o nosso amigo pára de imediato.
Eu próprio já tive oportunidade de testemunhar um desses exemplos de prestabilidade do senhor. Um destes dias, um dos fregueses do costume faltou à chamada do sonoro apito da carrinha numa das suas paragens habituais e já só conseguiu apanhá-lo numa outra rua mais afastada, sendo obrigado a correr a distância que os separava em modo Usain Bolt coxo. Ao ver a carrinha do vendedor, levantou o braço, dando a indicação que pretendia que este parasse. Como era expectável, o pedido foi prontamente aceite. A carrinha afrouxou até se imobilizar. Do seu interior, salta o sorridente peixeiro e exclama:
- Hoje atrasou-se, vizinho! Quase que não me apanhava!
O cliente prontificou-se a responder:
- Pois foi! Desculpe lá fazê-lo parar aqui.
- Não tem mal - respondeu o peixeiro - Estou com um bocadinho de pressa, mas tudo se arranja!
Deve ter sido essa mesma urgência que o impediu de desligar o motor da carrinha. Dirigindo-se à traseira desta, abriu as portas e mostrou ao cliente o que estava para lá delas.
Sabendo exactamente o que queria, nem hesitou no pedido.
- Olhe, arranje-me aí umas três postas de salmão. É fresquinho, não é?
- Fresquinho? Mais fresco só o Pólo Norte, homem! - disse o peixeiro, não querendo deixar margem para dúvidas - arranja-se já aqui.
Acto contínuo, agarra num exemplar da espécie com uma mão e a outra procura o cutelo para começar a retalhá-lo. Três golpes certeiros e igual número de postas ficaram ao dispor do freguês, que olhava o processo, maravilhado. Olhava e cheirava, porque o tubo de escape nunca deixou de emitir gases poluentes durante toda a manobra.
Nunca o salmão fumado o foi de forma tão evidente.
Contudo, também existem pontos menos positivos. Por estarem mais longe dos locais onde se podem abastecer de bens de primeira necessidade, os habitantes destes meios acabam por ter maior dificuldade em adquiri-los. É neste contexto que surgem os vendedores ambulantes, vendo aqui a sua oportunidade de negócio. Padeiros, fruteiros, traficantes de droga e ar... ah, desculpem, too much information... Uh... Onde é que eu ia? Ah, sim... Todos acorrem às pequenas aldeias e lugarejos para suprir as necessidades que a população apresenta.
Um dos negociantes mais apreciados da aldeia onde vivo é o peixeiro. Rapaz educado, bem falante e despachado, o vendedor é acarinhado não só pela sua personalidade, mas também pelo que tem para oferecer aos seus clientes. Peixe fresquinho, que ele próprio escolhe na lota de Peniche, capaz de fazer os encantos até do mais guloso dos fãs de peixe-picanha e peixe-courato. Como se já não bastassem estes factos, tem ainda uma característica especial: é extremamente solícito. Tão solícito que não é capaz de se negar a parar a sua viatura fora dos locais habituais de venda quando se encontra em deslocação entre eles. Se um qualquer cliente lhe faz sinal para abrandar a marcha, pois claro está que o nosso amigo pára de imediato.
Eu próprio já tive oportunidade de testemunhar um desses exemplos de prestabilidade do senhor. Um destes dias, um dos fregueses do costume faltou à chamada do sonoro apito da carrinha numa das suas paragens habituais e já só conseguiu apanhá-lo numa outra rua mais afastada, sendo obrigado a correr a distância que os separava em modo Usain Bolt coxo. Ao ver a carrinha do vendedor, levantou o braço, dando a indicação que pretendia que este parasse. Como era expectável, o pedido foi prontamente aceite. A carrinha afrouxou até se imobilizar. Do seu interior, salta o sorridente peixeiro e exclama:
- Hoje atrasou-se, vizinho! Quase que não me apanhava!
O cliente prontificou-se a responder:
- Pois foi! Desculpe lá fazê-lo parar aqui.
- Não tem mal - respondeu o peixeiro - Estou com um bocadinho de pressa, mas tudo se arranja!
Deve ter sido essa mesma urgência que o impediu de desligar o motor da carrinha. Dirigindo-se à traseira desta, abriu as portas e mostrou ao cliente o que estava para lá delas.
Sabendo exactamente o que queria, nem hesitou no pedido.
- Olhe, arranje-me aí umas três postas de salmão. É fresquinho, não é?
- Fresquinho? Mais fresco só o Pólo Norte, homem! - disse o peixeiro, não querendo deixar margem para dúvidas - arranja-se já aqui.
Acto contínuo, agarra num exemplar da espécie com uma mão e a outra procura o cutelo para começar a retalhá-lo. Três golpes certeiros e igual número de postas ficaram ao dispor do freguês, que olhava o processo, maravilhado. Olhava e cheirava, porque o tubo de escape nunca deixou de emitir gases poluentes durante toda a manobra.
Nunca o salmão fumado o foi de forma tão evidente.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Jornalismo forjado em tripa canina
Lá está ele outra vez. Está quieto, Óscar! Já te disse que o papel não é para comer!
Ainda cagas para aí uma edição do Correio da Manhã e eu não quero porcaria dessa cá em casa!
Ainda cagas para aí uma edição do Correio da Manhã e eu não quero porcaria dessa cá em casa!
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